“De ponta a ponta” é uma série de reportagens investigativas sobre maconha produzidas pelo jornalista Matias Maxx com filmagens no Brasil, Paraguai e Argentina. A série foi lançada em outubro de 2025 e publicada no youtube.
Uma série sobre quem planta, quem vende, quem compra, quem usa e quem ama maconha. Cultivo, a luta pela legalização, narcotráfico, cultura canábica e maconha medicinal são alguns dos temas abordados por Maxx, um dos maiores especialistas no assunto, numa investigação multimídia sobre a erva mais querida e polêmica da humanidade
Episódio 1 – É só uma planta
Maconha é uma planta que dá no pé, mas sua simples existência é proibida. Se hoje fumamos maconha é porque durante décadas os growers colocaram sua liberdade em risco para manter vivas as técnicas e genéticas. Neste episódio filmado no Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e Florianópolis mostramos vários tipos de cultivo, indoor e outdoor, mineral e orgânico, legal e clandestino.
Episódio 2 – Narco-sensacionalismo
A guerra às drogas afeta toda a população, mas atinge principalmente as periferias com mortes, encarceramento e violência policial. Este episódio relembra casos como a morte de Herus Guimarães Mendes e a Operação Contenção (A mega-chacina da Penha), além de discutir como o combate ao tráfico também envolve esquemas financeiros milionários. A partir disso, lembramos que uma proposta de legalização da maconha e outras drogas que não discuta o dito uso recreativo e não se preocupe em reparar as comunidades que tradicionalmente sofrem com os anos de proibição não é apenas uma proposta incompleta, mas também racista.
Episódio 3 – Como nasce o prensado?
Prensada, marrom e fedida, assim é a maconha que a maioria dos brasileiros fuma ou começou a fumar. Dados da polícia federal estimam que 80% da produção de maconha do Paraguai vem pro Brasil. Como uma planta tão bonita e cheirosa pode tornar-se algo tão quadrado e fedido? Em 2017 Matias Maxx realizou uma celebrada série de reportagens sobre os “campos de prensado” do Paraguai para a Agência Pública. Neste episódio vemos os registros em vídeo dessa viagem e concluímos que sim, ela já foi verde e muito cheirosa.
Episódio 4 – A Marcha da Maconha
Em 2002 aconteceu, no Rio de Janeiro, a primeira manifestação brasileira do que viria a ser a Marcha da Maconha. Hoje, milhares de pessoas ocupam ruas de dezenas de cidades defendendo a legalização da planta. Este episódio relembra as marchas de 2007, a proibição de 2008, a vitória no STF em 2011 e como essa luta ajudou a abrir espaço para o debate sobre cultura canábica e uso medicinal da maconha.
Episódio 5 – Pharma Industries
O cultivo de maconha para fins medicinais, inclusive com alto teor de THC, já é permitido no Paraguai, neste episódio realizamos uma tour por uma fantástica fábrica de maconha legal em Assunção A Pharma Industries ocupa 2.000 m² e tem uma estrutura completa: sala de mães, propagação, vegetativo e 5 salas de floração. Com cerca de 400 plantas por sala, alcança a cada 15 dias uma produção de até 40 kg por sala, com um potencial de até 400 kg de colheita por mês. Um rolê por um grow altamente tecnológico que reacende uma discussão, não importa se é medicinal, industrial ou recreativo, é tudo uma planta, é tudo maconha.
Episódio 6 – Maconha e Ancestralidade
O Rio de Janeiro foi a cidade que mais recebeu negros escravizados nas Américas e com eles chegou o uso ritualistico e terapeutico da maconha. Aqui, africanos se aquilombaram com indígenas e criaram culturas únicas como a capoeira, o candomblé, o samba e o maracatu, todas elas perseguidas pelo colonizador, assim como o consumo de diamba, pito do pango ou fumo de Angola. Neste episódio, apresentamos como a maconha chegou ao Brasil e como sua história atravessa tradições afro-indígenas, religiosidade, repressão e resistência cultural.
Sempre me interessei pela cultura de rua carioca, basicamente se é controverso, polêmico, misterioso, marginal ou perigoso, eu curto e com o bate-bola não poderia ser diferente.
Em 2015, estava clicando o Carnaval de rua da Lapa, quando cruzei com a Agunia, uma das maiores e mais antigas turmas de bate-bolas de Madureira. Publiquei algumas fotos no Instagram e um dos seus integrantes, o Luan, que estava com a máscara levantada, acabou sendo marcado por alguém e passou a me seguir.
Passados quatro Carnavais, achei que era a hora de finalmente mergulhar nessa cultura. Contatei o Luan e descobri que ele vem de uma família com várias gerações de bate-bola. Seu tio, Nilsinho, é um requisitado confeccionador da fantasia de bate-bola e, há três anos, eles deixaram o Agunia para fundar sua própria turma Os Feras do Sapê.
Bate-bola é uma tradição que, como o Carnaval, vem de Portugal e parou nos subúrbios cariocas, mais especificamente nas zona norte e oeste, onde se reinventou, influenciado pela cultura pop, mangá e videogame.
O funk carioca foi incorporado como trilha. Abusando do glitter e de detalhes multicoloridos, o traje é composto por uma lycra nas pernas, um macacão parecido com uma roupa de palhaço, a casaca que leva o nome da turma, sua simbologia e personagens homenageados, além de luvas, máscara e um boá. Parece ser muito quente, mas a galera não se importa.
Existem basicamente dois tipos de bate-bola: o “bola e bandeira” e o “sombrinha”, neste último o traje costuma ser mais caro e extravagante e acompanha guarda-chuvinhas, leques ou bonecos fofinhos, para mostrar que a galera é, em tese, de paz.
O “bola e bandeira” não deixa a desejar na beleza, mas o principal acessório é uma espécie de porrete com uma bexiga dura, presa na ponta. Ao ser golpeada no chão, ela faz um estrondo e literalmente toca o terror por onde os bate-bolas passam.
Há duas semanas do Carnaval, visitei em Oswaldo Cruz, coração da zona norte, a casa onde Luan e Nilsinho se reuniam com outros integrantes da turma fazendo um mutirão para “silkar” as casacas com desenho do Iori Yagami, personagem da série de games “King of Fighters”.
Neste ano (2019), ser um dos Feras custou R$ 800, sem contar o tênis, um Nike preto e branco de corrida, que deve ser novo em folha. Além dos materiais e mão de obra, o valor inclui ingresso para a festa de saída dos bate-bolas, no sábado de Carnaval, a queima de fogos e o aluguel de ônibus que, no domingo, leva a turma para desbravar outros bairros, tal qual vikings invadindo outros territórios, deixando para trás o seu próprio, para ser explorado por outras galeras.
Era uma quarta-feira de Flamengo e Vasco e o trabalho terminou com o início do jogo. As primeiras garrafas de litrão foram abertas e, após o fim da partida, a turma ficou sentada na rua em frente à casa, entornando várias e recebendo mais amigos.
Luan me explica como funciona o rolé: no sábado eles ficam pela região deles mesmo e no domingo vão para algum outro bairro –neste ano, Os Feras foram para Sepetiba, na zona oeste. Segunda ou terça-feira, se tiverem disposição ainda, as turmas seguem para o centro ou para a zona sul, para participar de concursos de fantasia, especialmente os sombrinhas.
No ano passado, no entanto, a brincadeira terminou mais cedo, ainda no sábado, quando Os Feras foram recebidos a tiros no Méier e todo mundo terminou na delegacia.
“Nossa turma tem muita criança e mulher, cruzamos com outras duas turmas, mais numerosas e eles vieram de covardia. Nosso Carnaval acabou mais cedo, mas neste ano não, este ano vai ser diferente”, explicou Luan.
Mulheres da turma de bate-bola os Feras do Sapê. Foto: Matias MaxxOswaldo Cruz, 2019.
Sempre há minas no rolé
Na maioria das turmas femininas, como As Feras, as mulheres usam uma fantasia mais simples, enquanto há outras que utilizam o bate-bola completo. A única diferença é a “saia” do macacão ser um pouco mais curta. Conheci algumas minas da turma, As Coretetes, que têm a personagem She-Ha como homenageada e, assim como as outras turmas, têm MC e funk próprio. A idade da galera varia muito, desde crianças a jovens adultos e “coroas”.
Um sujeito de uns 50 anos e cavanhaque colou na minha. “Aí cabeludo, tu vai sair com a gente né? Demorou!”, disse ele, enquanto simulava golpes de “caratê boliviano” com as mãos. Quando chegou o grande dia, mal entrei no salão de festas onde a galera se concentrava para a saída e o cara de cavanhaque (coberto de água oxigenada) foi o primeiro a me abordar.
Ele saiu me puxando para um canto e pensei no que seria pior: recusar ou embarcar na onda dele. Para minha sorte, ele só queria mesmo me oferecer o caldo verde da sua mulher, R$ 4 o copão, uma delícia.
O funk tava pegando a milhão e a galera finalizava os últimos detalhes das fantasias. O repertório se resumia basicamente ao “Funk dos Feras do Sapê”, uma paródia de “Tu Tá na Gaiola”, de Kevin o Chris, com o refrão: “Eu vou sair de bate-bola, com os Feras do Sapê”.
A saída estava marcada para as 20h. Cheguei às 19h e não tinha menor pinta de que estava perto de começar.
Não parava de chegar gente. Eventualmente outras turmas passavam pela frente do salão e se cumprimentavam. Na praça São Jorge, em frente, vizinhos e vendedores ambulantes se amontoavam, aguardando a saída dos Feras.
Do lado de dentro Luan e Nilsinho tentavam organizar a bagunça: “Quem tá sem bexiga, vamos formar uma fila pra pegar, depois não vem encher o saco que ficou sem”. E, finalmente, as orientações finais: “Aí galera, não quero ninguém quebrando ônibus nem ninguém com essa porra de roubar os outros, não. Não estou a fim de terminar na delegacia de novo!” .
Luan me explicou que é necessário registrar a turma, com o nome e quantidade de integrantes, no batalhão da PM. Qualquer incidente, os cabeças seriam cobrados pelos agentes da lei, que volta e meia davam uma passada de camburão em frente ao salão, de cara feia e bicos de fuzil pro lado de fora do carro, algo típico da PM carioca.
A galera só foi sair mesmo lá pelas 23h, muitas “cracudinhas” (a latinha menor de cerveja) e “latões” depois. Cabelos, bigodes e cavanhaques previamente cortados na régua eram descoloridos e pintados de vermelho para combinar com a fantasia. Essências de perfume eram despejadas na fantasia e bolas.
Luan e seu filho na saída de bate-bola os Feras do Sapê. Oswaldo Cruz, 2019. Foto: Matias Maxx
“Na minha cabeça, ecoou a frase dita por meu amigo Mr Catra: “O Rio de Janeiro é uma cidade de homens vaidosos”
O momento da saída é indescritível. Uma grande queima de fogos (segundo eles, foram gastos R$ 4.000 só na pirotecnia) dá início à loucura. Os portões se abrem e os bate-bolas ganham as ruas, batendo as bexigas no chão, ziguezagueando pelas ruas, parando os carros e assustando todo mundo. Alguns discutem entre si.
A fumaça e o barulho das explosões e das bolas batendo dão um clima meio de guerra, meio infernal. Eles correm pela praça até os fogos terminarem, quando se reúnem de novo, entornam mais algumas e seguem o rumo, correndo pelas ruas de Oswaldo Cruz e Madureira. Atravessamos a linha de trem, vielas e pontes sobre valões.
No caminho, vejo moradores sentados em frente a suas casas ou bares, ouvindo funk e aguardando o “desfile” dos bate-bolas. Volta e meia, a galera para para dar um refil e foi numa dessas que eu me ferrei e perdi o bonde dos Feras.
É inútil perguntar para as pessoas para onde eles foram. São dezenas de turmas correndo de um lado para outro, sigo meus instintos e atravesso o bairro até chegar a Estrada Intendente Magalhães, uma avenida de pista duplicada, onde rolam os desfiles das escolas de samba do grupo B, C, D e E.
Foliões e bate-bolas circulam e celebram o Carnaval da zona norte. São tantas turmas que parece até um sambódromo do bate-bola. Aproveito para fazer mais algumas fotos até levar um “enquadro” de uma turma pouco amigável. Não sei se a camiseta dos Feras que eu estava usando que provocou a reação, ou me salvou de um destino pior.
Eles me cercaram, pediram para eu mostrar as fotos, me fizeram apagar as que eles apareciam e me liberaram não sem antes me xingar um monte. Segui meu rumo pela Intendente Magalhães, sem deixar o episódio estragar meu humor. Estava maravilhado com esse Carnaval da zona norte.
Por mais histórias que tenha ouvido, no boca a boca ou em documentários e reportagens, presenciar é indescritível. Uma confusão de beleza com agressividade, adrenalina com zoeira. Segundo a mãe de um dos bate-bolas que eu conheci mais cedo, “o que move os bate-bolas é o amor, e não a violência”. É verdade também que o amor sempre nos coloca em muitas enrascadas.
Finalmente cheguei ao final da estrada que dava acesso a um bairro desconhecido, lotado de bate-bolas. Achei prudente chamar um carro e dar o fora. Enquanto esperava, um cara ainda ficou enchendo meu saco e me xingando. Ele estava bêbado e acompanhado de uma mina visivelmente aborrecida. Era um típico machão babaca de Carnaval que infelizmente tem em todo lugar.
Só soube do rumo dos Feras às 5h da manhã, quando já estava no sétimo sono. A galera até me convidou para embarcar com eles no ônibus rumo às aventuras em outros domínios, no domingo. Infelizmente eu já tinha compromisso no outro extremo desse Carnaval carioca: a cobertura de um camarote na Apoteose.
Matias Maxx da Tarja Preta dirige “Fofoca” clipe de Aori e CJNK um lançamento Batalha do Real.
Duas décadas depois de dirigir “Monstros L.A.P.A.”, clássico do hiphop underground carioca do duo Inumanos com referências a quadrinhos e filmes trash, Matias Maxx da Tarja Preta Produções volta à Lapa para dirigir “Fofoca” clipe de Aori e CJNK.
No vídeo A lenda do rap carioca Aori, o MC Lapa, aparece com CJNK 🎤 no cenário que não podia deixar se ser a Lapa, mais especificamente a Joaquim Silva, berço do samba e do rap, com seu mix impecável de artistas, boêmios, malandros e turistas. Matias Maxx documentou em foto e vídeo a cena de rap da lapa da vida dos anos 90s pra 2000s, sendo um de seus registros mais notórios o curta “A Batalha do Real”, de 2003, premiado no Cineclube Mate com Angu. O curta mostra os primeiros passos da Batalha do real, uma instituição da cena hip hop do Rio de Janeiro.
Por isso mesmo o clipe vem numa pegada old school, bem rua, documental, com câmera na mão, muita atitude e personagens reais. Rola uma referência descarada a um dos clipes de rap do final dos anos 90 favoritos do diretor, será que alguém descobre??? 🤔
Capa do single “Fofoca” de Aori e CJNK, fotos de Matias Maxx.
Ficha técnica de “Fofoca” clipe de Aori e CJNK:
A “Tradicional” Batalha do Real apresenta:
Música: “Fofoca”
Artista: Aori
Participação: CJNK
Produção: Vinicreizi
Mix/Master: Patolino (Marginal Records)
VÍDEO
Direção: Matias Maxx
Edição: Higor Cabral
Assistência de edição: Josy Antunes
Direção de locação: CJ
Produção Executiva: Aori Sauthon
Selo: Batalha do Real
Aceleração: Atabaque
Letra:
Essa é pra você que só fofoca
Não sabe o que fala e me apunhala pelas costas
Não mede suas palavras segue espalhando bosta
Nunca se cala tá na mancada a mó cota
Segura essa moca Anaga e cJ
Hip Hop lapa direto da zona morta
Pipoca cês só pula quando estoura
Só brota quando lota, só forma quando explora
Cadê tua patota quando o teu caldo entorna?
É batata – cês nunca tão na hora.
Nem vem plantar ideia torta minha mente não é horta
Erva daninha aqui nós fuma junto com o Haka
Cês quer saber quem é mais rua cumpadi te informa
Cês pensam em chegar, a gente já tava
Então seja bem vindo aos domínios de quem usa o raciocínio
para se manter vivo no centro onde o auxílio é mínimo
90% do que dizem, fofoca
Papo torto, atravessado, invejoso só fofoca
Não olha o próprio trabalho, otário fofoca
Fala mal de todo mundo depois volta, fofoca
90% no que dizem, fofoca
Papo torto, atravessado, invejoso só fofoca
Não olha o próprio trabalho, otário fofoca
Fala mal de todo mundo depois volta, fofoca
Feat old school com new school para todos
Invejosos vão tomar no cu
É a Lapa, centro da cidade, tacando fogo na mentira
Choque de realidade crias da área não aturam falsidade
Você fazendo fofoca grande bosta devendo
Cartão clonado agiota, se liga
Língua chicote traz muitas feridas palavras vale
Tiro pode tirar diversas vidas
Falador passa mal, Vinicreizi no instrumental
Você não conhece a Lapa, clandestino levou um pau
Fazendo fofoca dizendo que Lapa é diversão
Ninguém entende nada, um jovem caído no chão
Abra sua mente não seja inconsequente
Fazendo fofoca depois de velho insuficiente
Não estou contente, olho por olho dente por dente
Cê treme na base com os presente demente
90% no que dizem, fofoca
Papo torto, atravessado, invejoso só fofoca
Não olha o próprio trabalho, otário fofoca
Fala mal de todo mundo depois volta, fofoca
90% no que dizem, fofoca
Papo torto, atravessado, invejoso só fofoca
Não olha o próprio trabalho, otário fofoca
Fala mal de todo mundo depois volta, fofoca
Documentamos a tradicional Marcha da Maconha de São Paulo de 2022, que lotou a Paulista e a Consolação depois de dois anos de reclusão por conta da pandemia. Transmitimos a pluralidade de pautas, bandeiras e pessoas através do olhar de três personagens, o jovem Will Lun, rapper da região de Osasco que foi na Marcha pela primeira vez, a veterana Hulda, organizadora da Marcha da Maconha da Zona Sudoeste, seu companheiro Raposão, guardião do notório bandeirão da Marcha da Maconha de São Paulo, que também acaba sendo um personagem desta história.
Criação e roteiro – Pó de vidro
Direção – Felipe Larozza e Matias Maxx
Assistência de direção e produção – Patrícia Heit
Direção de fotografia – Daniel Lupo
Imagens – Daniel Lupo, Victor Ciappina e Matias Maxx
Assistência de produção – Gustavo Nacao
Pós-produção – Victor Ciappina
Montagem – Felipe Larozza e Victor Ciappina
Mixagem – Daniel Lupo
Personagens:
Will Lun
Hulda Rodrigues
Raposão
Rebeca Lerer
Emilio Figueiredo
Dudu Ribeiro
Fontes das pesquisas:
Kaya Mind
Departamento Penitenciário Nacional
Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Vocês já conhece o Narcoturistas? O programa de viagem para quem gosta de viajar viajando de Maconha!?
Lançado em 2014, nossa web-série tem sete episódios publicados, vários videos menores, baldadas, overdoses de maconha e muito, mas muito material inédito.
Emputecidos com a não monetização e os shadow bans promovidos pelo youtube e as outras redes sociais contra o conteúdo canábico em geral, migramos todo o contúdo do Narcoturistas para a Odysee, uma plataforma livre onde os criadores tem seu trampo monetizados em kryptomoeda.
Durante a ditadura uruguaia nos anos 70, milhares de pessoas foram presas e torturadas por fumar maconha. Na época, sequer existia tráfico no país e os hippies uruguaios tinham de cruzar a fronteira até o Brasil, outra ditadura, para conseguir a erva.
Esta reportagem de Daniel Paiva e Matias Maxx, faz parte do ainda inédito documentário “Uma de Quinze”, sobre o processo de legalização da maconha no Uruguai.
Os coachs de pandemia recomendam tirar os projetos da gaveta, a oportunidade perfeita para arrumar o quartinho da bagunça e desovar aquele acervo nunca visto para os internautas. Neste episódio zero, o jornalista multimídia Matias Maxx dá uma palhinha do que vem pela frente e sustenta o estado permanente de carnaval.